
Hoje após ler uma das postagens de uma amiga do meu amigo (que rolo), me senti expirada a escrever por alguém que eu não conheço, mas que bem em breve espero conhecer, na sua postagem ela dizia sobre Alice na versão século XXI, logo que comentei sua postagem me pus a pensar no que realmente procuramos para nossas vidas, será que sabemos a finalidade da vida que levamos?
Todos nos de certa forma almejamos financeiramente, emocionalmente algo, mas, após pensar sobre o assunto cheguei à conclusão veemente que o que queremos mesmo é ser amados, nada do que planejamos ou temos faz sentido se não temos o “AMOR”...
Mas alguém saberia me dizer por que algo que todos procuram é tão difícil de achar?
Depois de uma longa e introspectiva reflexão, cheguei a uma conclusão vaga e subjetiva.
--O AMOR esta em faltas nos melhores e piores mercados, todos queremos possuir esse sentimento que não segue a moda, apenas coexiste com nossos outros sentimentos.
Todos querem viver num conto de fadas, talvez porque o incentivo venha de contos infantis, que servirão não só, pra nos humanizar, mas também para criar uma realidade imaginária, onde sustentamos nossos sonhos e fugimos do inevitável mundo real.
Mas, a algo tão contraditório e persistente neste assunto, o AMOR morre!!!
Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.
Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão.
Existem, por fim, os amores-fênix que ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.
Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.
PROCURA-SE: AMOR-FÊNIX
(ofereço generosa recompensa)