quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Constante Oscilações...


Quem me conhece, sabe que tenho mania de animalizar as pessoas, não faço por mau, apenas deixo minha língua transmitirem meus pensamentos.
Uma cena me chamou atenção enquanto voltava de uma de minhas aulas, pensativa, filosofando algumas questões inacabadas de álgebra e existenciais; chamou tanto minha atenção que rendeu a mim essa postagem que vós escrevo agora.
A cena que me deparei, era algo animalesco, mas como disse animalizo as pessoas rsrs... Um cachorro andava comigo ao mesmo passo que eu andava na rua, parecia cronometrar os instantes das minhas pisadas; nada fiz além de observá-lo e analisá-lo, ao passo que andávamos, passamos em frente de uma casa desconhecida, sombria, de grades entre abertas; por entre as grades surgiu um outro cachorro mais feroz e assustador do que o comigo caminhava, sua fúria creio eu, foi em ver que o outro animal possuía o que ele mais deseja ter naquele momento: a liberdade.
Não que o outro cachorro não fosse feliz, pois gozava de alguns cuidados domésticos, mas não o era feliz por inteiro, invejava os demais que ao contrário dele não tinha uma família, mas tinha a liberdade de ir e vir quando lhe bem entendesse.
Às vezes me sinto ambos os cachorros, só que em constante oscilação, ora quero ser livre pra ir e vir, ora quero descansar entre as grades de um lar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Mudanças...


Nem todas as mudanças são melhores, mas eu como uma pessoa idealizadora que a sou, acredito que existem mais aspectos positivos que negativos nas mudanças, talvez venha a me arrepender destas palavras e ai entra a mudança, mas a mudança que a me refiro não é uma mudança de pensamentos, mas sim de atitudes...
Mudei de casa, apezar que já morava aonde vim morar bem antes que minhas quinquilharias aqui estivessem... O meu corpo sempre esteve presente, só faltavas mesmos as vestimentas para cobri-los...
Motivos???
Todos temos alguns, mas me resigno a não menciona-los aqui, mas por descrição do que por vontade...
Houveram momentos gratificantes e outros depressivos, somando foram dias que nem ficam entre os melhores e nem entre os piores, foram apenas dias, que minha displicente memória não insiste em guardar.
Mudanças são para serem feitas, se são as certas ou não, lições ao menos cogitassem...


Será uma metáfora de um fato real???
Só sei, que nada sei... rsrs

sábado, 18 de agosto de 2007


"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo pra poder aproveitar a aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai pro colégio, tem várias(os) namoradas(os), vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho no colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando... e termina tudo com um ótimo orgasmo. Não seria perfeito?"

.:(Charlie Chaplin):.

...Explêndida concepção do final da vida... Quem sabe um dia a gente não evolui e morre assim simplesmente!!!

Onde estavamos???


Estou farta de me chamarem de tola, a vida é minha e as escolhas também a são... Pra que viver o hoje se não for para se viver por inteiro... A vida é extremamente frágil e curta... Quando nota-se... Foram nossos melhores anos... Onde estavamos??? Que não os vimos passar... Talvez estivessemos atarefados com inutilidades ou com medo do que nos espera no futuro; como um freio desaceleramos nossas vidas e barreiras são impostas para não se viver o hoje; realmente posso até ser uma tola, mas quem não o é ou já foi...


"Se chorei ou se sofri... O importante é que emoções eu vivi... "


CARPIE DIEM!!!

domingo, 12 de agosto de 2007

EU TE AMO...

Uma Homenagem ao homem mais importante da minha vida: meu Papito...
Não há palavras neste vasto mundo que demonstre o quanto te amo, o quanto te admiro, o quanto você me enaltece, você é meu herói de carne e osso; com você sei que posso contar todos os dias da minha vida, você sempre esta comigo aonde quer que eu vá, em qualquer das minhas escolhas, no meu coração, nos meus sonhos ,na minha e nossa vida... EU + VOCÊ = uma única pessoa. Ocupamos corpos diferentes, mas fazemos uso de um só coração... Com você aprendi a só somar cada dia e nunca subtrair, mais e mais preciso de você pra dividi-los comigo... Se sou o que sou, devo isso a você...
TE AMO...

"Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida...♥ "
(Eu Sei Que Vou Te Amar-Vinicius de Moraes)

Feliz dias dos pais a todos os pais... É puro comércio, eu sei; mas é um belo dia pra refletir sobre esses homens irreais, a quem devemos parte da nossa existência...

Pensem nisso:
Sem eles, não existiriamos...

PAPITO... AMO VOCÊ DO TAMANHO DO CÉU!!! SARDADES!!!

sábado, 11 de agosto de 2007

2 dias...


Eu queria voltar no tempo,
e não ter deixado aqueles beijos calientes esfriarem,
queria ser capaz de te dizer, porque te disse não em vez de te dizer sim,
queria poder te beijar novamente,
queria desfrutar daquele momento agora com você,
mas não o posso,
você mudou e eu mudei,
você me negligência e eu me faço indiferente,
você beijou outras e eu outros (nenhum era "amigo" seu),
você pode não ter se importado, afinal foram apenas 2 dias que estão custando a normalidade de antes, não que fossemos amigos fio, mas bons conhecidos pensava eu sermos...


Qualquer semelhança aos acontecidos da minha poesia ao dia-a-dia pode ser mera coincidência...ou Nãoooo!!!!


Decifra-me se for capaz...rsrs

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

...Quem dira no meu coração!!!


A tempos não escrevo, tenho me resignado a escrever no velho e bom diário dos tempos de adolecência; ainda me sinto uma menina de 15 anos acreditando na pureza do amor, embora negue e isso faço muito bem, sou mais sensível e sentimental do que aparento ser, me mostro forte e independente, mas o que realmente desejo é amar e ser amada.
Mas o que era para ser cômico se não fosse trágico é que toda vez que sinto que estou me apaixonando eu me desapaixono mais rápido ainda e quando acho que desapaixonei eu apaixono denovo...(risos)
Claro que esse apaixonamento e desapaixonamento varia de homem para homem, já achei estar apaixonada por 2 anos, 6 meses, 3 semanas, 1 dia, 30 minutos e 1 segundo, mas me desapaixonei num piscar de olhos...

Quais foram os critérios usados por mim para um apaixonamento e desapaixonamento???

UHMMM...Nem eu sei... Não compreendo o que se passa na minha cabeça...quem dira no meu coração!!!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Le Penseur


O tempo como dizem é o maior remédio...
Há poucos dias percebi algo que demorei a perceber meses a fio, realmente o passado fica no passado, até então, não havia dado conta que proporções podem tomar um pensamento desses, mas depois de muito pensar e como O Pensador que é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin e Retrata um homem em meditação soberba lutando com uma poderosa força interna.
Assim como o pensador, acredito que quanto mais pensamos num assunto, mais usamos o nosso cérebro e ele como recompensa nos sede as respostas que saciam nosso maior músculo o coração.
Respostas essas que se ligam ao passado, mas não me fazem arrepende em suma do que ficou no passado, mas não faço mais questão de revivê-lo como em outro tempo gostaria; pretendo fazer mais bem uso do meu tempo e da minha vida, vivendo o presente. O passado não passa de imagens turvas, num oceano de lembranças.
Independentemente de todos nossos “problemas” La vita è bella

Recomendo Fortemente (A Vida É Bela-filme de Roberto Benigni)

Carpie Diem !!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Memória Egocêntrica...

Às vezes me sinto indiferente a minha vida, mas mais que indiferente a mim, sou indiferente às pessoas que me cercam, passo por entre as ruas, observo a vidas de pessoas que desconheço, muitas vezes sinto compaixão, mas não me resigno a sentir mais que isso; penso que não possuo coração; sei falar de amor, sei senti-lo, mas o que sinto e vejo é tão subjetivo, que as pessoas que passam por mim, não passam de rostos distrorcidos na multidão que nem resquícios ocuparão da minha memória egocêntrica.

domingo, 29 de julho de 2007

Meu Primeiro Beijo...


Olho no relógio e neste momento não tenho mais 21 anos, mas sim 15 anos e me vejo poucas horas antes do meu primeiro beijo, o tempo parece não andar neste exato instante e mais que ansiosa, curiosa e aflita, penso que hoje darei meu primeiro beijo, temo não saber o que fazer, será que ele vai me achar uma bobona seu disser que nunca beijei alguém antes, dúvidas me assolam e me assombram.
Não gosto dele, mas por intermédio de minhas amigas e da minha própria irmã aceitei beijar esse rapaz que mal conheço, sei que muitas meninas desejariam beijar ele, já que se tratava de um dos mais populares alunos da escola, não era ele quem realmente eu gostaria de beijar no meu primeiro beijo, não era apaixonada por alguém em especial, por ninguém neste momento, mas acreditava que o beijo deveria ser dado com amor , mas alienada acabei cedendo e marquei o famigerado dia em que beijaria ele, pensava comigo que seria bem melhor que continuar BV (Boca Virgem), pelo menos, não seria mais sátiras das meninas mais pra frente da sala, que se julgavam as senhoras sabe tudo.
No dia... Às horas parecem retroceder, sinto minhas mãos suadas, um frio no estômago que julgo não ser as famosas borboletas de quando estamos apaixonados, mas não tenho certeza, afinal nunca amei ninguém antes, mas não é amor mesmo, nem o conheço, será que amar é isso? Quando a gente se esquece do tempo, é aí que ele passa mais depressa. Quando olhei novamente no relógio era 19:00, estava atrasada, cheguei no lugar com os sintomas de antes quadruplicados, parecia que meu coração ia sair pela minha boca.
Finalmente... O primeiro beijo aconteceu, mas deveria ser infelizmente aconteceu... O que seria uma solução virou um problema, naquele momento percebi que não procurava ser beijada por qualquer um, mas por alguém especial, alguém que não seria influência de minhas amigas, alguém que realmente eu escolhesse...
Nossa como voa o tempo... Aos 21 anos agora, menos sonhadora que aquela garotinha que se surpreendeu ao sentir seu primeiro beijo sem amor... Se antes ela repudiava um beijo sem amor, hoje é indiferente... Ela sabe que embora deseje um mundo de conto de fadas, estes só o existem em sua imaginação e nos livros que outrora lia quando criança.

sábado, 28 de julho de 2007


“A lua atravessa
as paredes do quarto.
Vê a sua nudez desprotegida
e a enamora.
Assim como você sabe o que acontece
nos bares, nas ruas,
ela sabe o que te entristece você.
Presencia seu olhar.
O momento que ninguém rouba.
Analisa o que restou.
Olha suavemente sua cama.
Você acontece e vence
O que com muitas amigas
escondeu e não disse,
que apesar de,
bêbada ou não,
besteiras ou não,
sonhos ou não,
amou ou não,
olha a lua e diz:
Será que vou conseguir ser feliz?”

.:(Jorge Emílio Moreira Castro):.


No momento, faço desta poesia minhas palavras...

sexta-feira, 27 de julho de 2007

A sombra da morte se aproxima...


Acho que hoje resolvi falar de um dos temas, mais dificeis pra mim, a sombra da morte não é um dos temas que agrade a grande maioria das pessoas, tão pouco me agrada, talvez agrade aos escritores, mas tenho lá minhas dúvidas que esse contentamento momentâneo seja mais pela teoria do que pela prática em si; resolvi falar de um amigo que poucos tiveram a honra de conhecer, mas que eu tive a honra de compartilhar minha infância e minha adolescência e esses últimos momentos; esse amigo carrega consigo a sombra da morte; acho que bem em breve não estará mais entre nós e falar o quanto ele me humanizou é a melhor das formas de homenageá-lo.
Esse amigo não é um ser humano, embora tenha muito mais princípios que muitos seres humanos, trata-se do meu amigo mais leal meu cachorro Ray; foram tantos anos juntos que chego a achar que com sua partida, também vou deixar de existir; quanto de você foi dedicado a mim, sem esperar que eu lhe retribuísse na mesma altura os seus sentimentos; todos seus olhares de admiração, fazendo de mim uma super heroína sem ser digna dos méritos a mim atribuídos; me lambendo as lágrimas sempre que me via chorar pelas menores das futilidades, algumas como um amor não correspondido, um anseio pelo futuro, vestibular... Você estava sempre aqui o tempo todo, só meus olhos não viam o quanto me oferecia e em troca só me pedia que eu lhe dedicasse um pouquinho de comida, atenção e amor.
Você ainda esta vivo, mas vejo em seus olhos algo que me parece mais uma súplica para partir; sempre que ocorreu de você adoecer, a única coisa que sempre te pedia em brados era:
-- Não me deixes, preciso de você!!!
Como fui egoísta, sempre pensando em mim, mas o engraçado é que quando pensava em mim, “achavas” que estavas pensando em você, “contraditório mais real”, já li isso de alguém antes e não acredito estar sentindo o mesmo agora. Não agora!!!

“Realmente não latia: uiva-va baixinho, e os uivos iam diminuindo, tornavam-se quase imperceptíveis.” (Vidas Secas – Graciliano Ramos).

Não quero te ver sofrer, prefiro um adeus forçado a permanece nessa inacção dolorosa, tanto pra você, quanto pra mim; mas como sou comodista , me pego tentando ludibriar a morte para extorquir mais tempo de vida para você, me perguntando se alguém já conseguiu esse feito, mas quando faço isso não estou mirando os seus olhos mais o meus que não querem deixar você partir, seu pudesse... Como as coisas agora estariam diferentes... Se eu pudesse sofreria suas dores, morreria em seu lugar, mas não posso mudar essa situação, por mais que me estilhace o coração e pode acreditar que meu coração se encontra em cacos; não sou dona da morte, não posso pressentir suas ações, evitar suas vítimas, só a sinto com certo espanto e curiosidade tão presente, que um arrepio por entre minha coluna demonstra que ela me inala, mas me diz que não estou pronta para ser colhida por suas mãos frias, calculistas e emplacadoras, talvez ela mude de idéia e venha me colher. A morte tem lá suas razões... Que repudio sem conhecê-las de fato.

O que você me deu Ray, nem um outro cachorro poderá me dar, você me deu os mais majestosos anos de sua vida!!!

“A distancia nos permite as saudades, mas nunca o esquecimento...”.

AMO VOCÊ!!!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Sei que Amores Imperfeitos são...


O que fode nossa vida são os relacionamentos mal resolvidos, todos nos já passamos por algo semelhante, aquele amor que ficou inviável por um dos dois estudarem fora e estarem longas distância um do outro, aquele que não foi pra frente porque tanto ele quanto você estavam enrolado com outras pessoas, aquele amigo que você teve um caso, mas que não tira da cabeça uma das suas antigas namoradas; como escreveu Bandeira : A vida que poderia ter sido mas não foi.
Algumas coisas não passarão de imaginação na nossa vida, a continuação de cada um dos nossos relacionamentos não acabados é uma dessas, às vezes me pergunto que caminho teria tomado minha vida se algum desses relacionamentos estivesse prosseguido, talvez na busca incessante de não deixar morrer na memória algo que na vida real, já tenha morrido pelo tempo.
O engraçado disto tudo, é que todos nossos relacionamentos, nascem sem que esperemos e nos surpreendem com algumas afinidades que só conseguimos enxergar quando estamos apaixonados, quem nunca já ouviu ou se perguntou “putz, como é que nunca nos encontramos antes?” E ai fiquei pensando, quantas vezes já ouvi na vida variações em cima desta mesma frase? “Por onde você andava todo esse tempo?”... Todos que se apaixonaram pelo menos uma vez na vida já passaram por essa fase de deslumbramento e assombro. Pena que quase sempre passa.
De repente, tudo que nos encantava torna-se motivo de escárnio e ironias corrosivas. Se antes os olhos brilhavam de paixão, agora faiscavam de rancor, sarcasmo, raiva. Acabou novamente.
Algumas semanas se cheguem com uma ressaca pós-amorosa em grande estilo. Deitada na cama, olhando o teto do quarto e ouvindo as mais diversas canções amorosas, algumas até que repudiava em outros momentos e cantando em altos brandos: “Não precisa me lembrar, não vou fugir de nada, sinto muito se num fui feito um sonho seu... Eu não quero ver você passar a noite em claro, sinto muito se num fui seu mais raro amor... Mentira seu disser que não penso mais em você, quantas páginas do amor, já mereceu, os filósofos não dizem nada, que eu num possa dizer, quantos versos sobre nos, eu já guardei, deixo a luz daquela sala acesa e me peça pra voltar... Sei que amores imperfeitos, são as flores da estação... (Amores Imperfeitos - Skank)”; logo corrobora minha postagem anterior, o amor é emburrecedor.
Mas o que me consola, é saber que basta aparecer um outro “certo alguém”, surgir algumas afinidades e a paixão como num conto de fadas aflorará; se vai durar, ai já é uma outra história; por mais que quebremos infinitas vezes a cara, jamais viveremos sem “tentar” apreciar o sabor único de amar.

Então é isso...
"A vida não é medida pelo número de vezes que nós respiramos, mas pelos momentos em que nós perdemos o fôlego... de tanto rir... de surpresa... de êxtase... de felicidade... e de amar".

terça-feira, 24 de julho de 2007

AMOR???


Enquanto escrevia um comentário a uma amiga, surgiu em meus pensamentos e na minha escrita um assunto que da continuidade ao que disse na postagem anterior, dizia eu a ela que o amor é lindo, contraditório e emburrecedor, mas, se para ser amada e amar temos de ser burros aos olhares alheios, porque não, nos intitulamos assim: Burros sim, porém extremamente vislumbrados com o que o amor nos oferece e tão poucos nos rouba! Isso mesmo, o amor é um ladrão que entra sem que permitamos, leva nossos dogmas mais ocultos abaixo e muitas das vezes não restituiu nosso maior bem, o coração, mas isso já é assunto pra outra postagem. Logo abaixo, transcrevo textos de outros autores que refletem (ou não) meus pontos de vista sobre o afamado assunto Amor. Deleitem-se!!!

"Todo amor é eterno. Se não é eterno, não era amor". (
Nelson Rodrigues)

"O amor nem sempre pára na rua pra nos cumprimentar. Às vezes chegamos esbaforidos num lugar e ele acabou de sair. O lugar onde se sentou ainda está quente. A marca de sua bunda, em forma de coração, ainda é visível, mas estamos atrasados. Noutras vezes chegamos cedo demais, e nos enchemos e vamos embora antes que ele apareça - se é que aparece". (
Orlando Tosetto Junior)

“Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser”. (
Mário Quintana)

"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval”. (
Vinícius de Moraes)

"Uma raiva tão profunda só poderia vir do amor. E sentimentos profundos, mesmo quando se manifestam como raiva, continuam sendo profundos. Eu tenho tido sorte em minha vida. Eu conheci a dor, mas também conheci muito amor. Eu pude me lembrar que, no meio do maior desespero, você encontra o amor. Eu me apego a isso. E me apego a isso mais do que tudo." (
David E. Kelley)

“O amor é como a criança: deseja tudo o que vê”. (
William Shakespeare)

“Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento”. (
Machado de Assis)

"Você já amou? É horrível, não? Você fica tão vulnerável. O amor abre o seu peito e abre o seu coração e isso significa que qualquer um pode entrar em você e bagunçar tudo. Você ergue todas essas defesas. Constrói essa armadura inteira, durante anos, para que nada possa lhe causar mal. Aí uma pessoa idiota, igualzinha a qualquer outro idiota, entra em sua vida. Você dá a essa pessoa um pedaço seu, e ela nem pediu. Um dia, ela faz alguma coisa besta como beijar você ou sorrir, e de repente sua vida não lhe pertence mais. O amor faz reféns. Ele entra em você. Devora tudo que é seu e lhe deixa chorando na escuridão. E então uma simples frase como "talvez devêssemos ser apenas amigos" se transforma em estilhaços de vidro rasgando seu coração. Isso dói. Não só na sua imaginação ou mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, é uma verdadeira dor-que-entra-em-você-e-o-destroça-por-dentro. Nada deveria ser assim, principalmente o amor. Odeio o amor". (
Neil Gaiman)

“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil." (
Clarice Lispector)

“Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos”. (
Bertrand Russell)

“Diz-se que amor com amor se paga, mas o certo é que amor com amor se apaga”. (
Padre Antônio Vieira)

“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acar-reta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de pro-priedade, que é o contrário do amor, esse é que faz so-frer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama ver-dadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca”.
(Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela')

"Amar é sofrer. Não amar é sofrer mais". (Rubem Fonseca)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

PROCURA-SE: AMOR-FÊNIX...


Hoje após ler uma das postagens de uma amiga do meu amigo (que rolo), me senti expirada a escrever por alguém que eu não conheço, mas que bem em breve espero conhecer, na sua postagem ela dizia sobre Alice na versão século XXI, logo que comentei sua postagem me pus a pensar no que realmente procuramos para nossas vidas, será que sabemos a finalidade da vida que levamos?

Todos nos de certa forma almejamos financeiramente, emocionalmente algo, mas, após pensar sobre o assunto cheguei à conclusão veemente que o que queremos mesmo é ser amados, nada do que planejamos ou temos faz sentido se não temos o “AMOR”...

Mas alguém saberia me dizer por que algo que todos procuram é tão difícil de achar?
Depois de uma longa e introspectiva reflexão, cheguei a uma conclusão vaga e subjetiva.

--O AMOR esta em faltas nos melhores e piores mercados, todos queremos possuir esse sentimento que não segue a moda, apenas coexiste com nossos outros sentimentos.

Todos querem viver num conto de fadas, talvez porque o incentivo venha de contos infantis, que servirão não só, pra nos humanizar, mas também para criar uma realidade imaginária, onde sustentamos nossos sonhos e fugimos do inevitável mundo real.

Mas, a algo tão contraditório e persistente neste assunto, o AMOR morre!!!

Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.


Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.


Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.

Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.

Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão.

Existem, por fim, os amores-fênix que ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.

Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.


PROCURA-SE: AMOR-FÊNIX
(ofereço generosa recompensa)